O futuro da ciência psicodélica

O futuro da ciência psicodélica

Do tratamento da depressão à compreensão da consciência, a promessa dos psicodélicos está mudando seu estudo da neurociência marginal para a fronteira.

Em 2019, um pequeno grupo de pesquisadores da Imperial estabeleceu o primeiro centro dedicado do mundo à pesquisa sobre a ação e o uso clínico de compostos psicodélicos. Dois anos depois, o Centro de Pesquisa Psicodélica concluiu estudos de referência sobre o potencial terapêutico do composto de cogumelo mágico psilocibina para a depressão, explorando o 'estado de sonho acordado' ligado à ayahuasca e aprofundando a ciência da microdosagem com LSD .

Aqui estão cinco das grandes questões que o trabalho do Center for Psychedelic Research espera responder no futuro.

  1. Como os psicodélicos mudam nosso cérebro?
  2. Como as pessoas estão usando psicodélicos e podemos reduzir possíveis danos?
  3. A psilocibina pode ajudar a tratar a anorexia?
  4. Os psicodélicos podem aliviar a dor crônica?
  5. O que é consciência?

Os psicodélicos vão revolucionar a psiquiatria?

Psicodélicos e Psiquiatria

Podemos concordar que os psicodélicos não tiveram um bom início, uma boa reputação podemos dizer assim? Baseados nas histórias que surgiram por volta dos anos 1960 à 1970 a era hipster não era bem vista pelo governo dos EUA.

O impacto na sociedade por questões políticas corroboraram para que o uso dos psicodélicos fosse criminalizado e por consequência disso muitos cientistas tiveram que abandonar seus estudos.

Os cogumelos mágicos, assim como outros psicodélicos foram considerados ilegais em diversos países.

Os cientistas já sabem há algumas décadas que os alucinógenos ou psicodélicos podem tratar diversas doenças mentais, estudos são realizados no auxílio e combate à depressão, ansiedade, estresse pós traumático com a ajuda e acompanhamento de psiquiatras especialistas em psicodélicos como a psilocibina, o DMT e LSD.

No Brasil, alguns pesquisadores estão mensurando efeitos antidepressivos de psicodélicos como o extrato da Ayahuasca em pessoas com depressão resistente ao tratamento, por exemplo. Ou até mesmo a diminuição de desregulações de humor e ansiedade. Porém, nota-se que nestes estudos foi utilizado a dose convencional já utilizada em estudos anteriores ou para recreação. Confira onde cogumelo alucinógeno comprar.

O mais interessante é que, há cerca de cinco anos, ocorreu uma explosão no uso de micro doses de psilocibina (composto psicodélico derivado do fungo psilocybe cubensis). Estas pessoas mostram aumento nos níveis de criatividade, disposição, diminuição da ansiedade, depressão, etc. A dose utilizada não causa efeitos colaterais indesejáveis na maioria das pessoas e parece oferecer uma recuperação sustentada em diversos transtornos.

Em 2021 cidades como Detroid e Seattle, cidades norte-americanas entraram para a lista de municipalidades cujas polícias não mais perseguirão quem usa psicodélicos. Farão companhia, assim, para Denver, Santa Cruz, Oakland, Ann Arbor, Cambridge, Sommerville e Northampton.

No plano regional, legislações parecidas foram adotadas em Oregon e Washington (D.C.). Califórnia e Colorado poderão segui-los dentro de pouco tempo, relegando substâncias como psilocibina (cogumelos “mágicos”), ayahuasca, ibogaína e mescalina à condição de prioridade mais baixa para repressão policial se não forem destinadas ao comércio ilegal.

Não se trata apenas de um encaminhamento mais que esperado para a legalização, mas de orientar agentes da lei para deixar de prender portadores de pequenas quantidades dessas drogas alteradoras da consciência.

É o que se chama de uso adulto. As mudanças refletem evidências científicas de que psicodélicos clássicos como mescalina, LSD, psilocibina e dimetiltriptamina (DMT, da ayahuasca) têm perfil toxicológico administrável, não causam dependência e apresentam, sim, potencial médico.

É bom ressaltar que os fungos portadores de psilocibina (cogumelos mágicos) não é considerado ilegal no Brasil, o seu cultivo, a manipulação, o envio através dos correios e o seu consumo.

Isolar o princípio ativo e comercializar pode ser considerado um ato ilegal e criminoso, assim como a produção de cápsulas contendo o farelo de cogumelos mágicos de forma clandestina, sem a aprovação da ANVISA.